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PSB aposta em Joaquim Barbosa, mas estuda se aliar a PT ou PSDB
Publicada em 15/12/2017 às 11:18:06

De: Carta Capital

Enquanto grande parte das legendas já definiu seu pré-candidato à Presidência, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) ainda discute nos bastidores qual será seu papel em 2018. O partido aposta na candidatura de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, mas não descarta ser coadjuvante nas eleições presidenciais. Há quem defenda na legenda uma aliança com PT ou PSDB na disputa do próximo ano.

Barbosa deve decidir se até março, início da pré-campanha se aceita ou não ser o candidato à Presidência da República pelo partido em 2018.

Em uma reunião em São Paulo na tarde da segunda-feira 11, o ex-ministro foi cortejado pelo presidente do partido, Carlos Siqueira, e pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França, para que informe a liderança do PSB o quanto antes se deseja ou não se candidatar.

Para a corrida eleitoral de 2018, o partido parece seguir os rumos tomados nas eleições de 2014. A escolha de candidatos que não tenham relação histórica com o partido começou naquele ano, quando o então candidato à Presidência e o principal líder do PSB, Eduardo Campos, morreu às vésperas do pleito em um acidente de avião. Com sete meses na legenda, Marina Silva assumiu a cabeça de chapa.

Sua decisão de filiação ao PSB veio quando o seu partido, a Rede Sustentabilidade, não conseguiu o registro necessário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para disputar as eleições daquele ano. Hoje a ex-senadora é pré-candidata pela Rede, que teve seu registro aprovado somente em setembro de 2015.

Aposta do PSB para 2018, Joaquim Barbosa ganhou fama entre eleitores do campo conservador ao relatar o "mensalão". Ele foi responsável pelo pedido de condenação da cúpula petista e de José Dirceu, ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula.

No julgamento realizado em 2012, Barbosa utilizou a teoria do domínio para condenar Dirceu. Segundo essa interpretação, a posição ocupada pelo ex-ministro no governo Lula exigia que ele tivesse conhecimento do esquema de compra de votos de parlamentares. Após o julgamento, diversos movimentos e cidadãos defenderam a candidatura de Barbosa à Presidência em 2014. O PSB já o cortejava naquele ano.

Por outro lado, o ex-ministro já foi ovacionado pelo campo progressista. Eleitor do primeiro mandato de Lula, Barbosa protagonizou um bate-boca com o também ministro do STF Gilmar Mendes. Na ocasião, ele acusou o então presidente da corte de estar “destruindo a credibilidade da Justiça brasileira” durante julgamentos referentes ao pagamento de Previdência a servidores do Paraná e à prerrogativa de foro privilegiado. "Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar", afirmou, fazendo referência à terra natal de Mendes.

Para Renato Casagrande, ex-governador da Bahia e filiado histórico do partido, Joaquim Barbosa é a principal alternativa para representar o PSB na corrida presidencial de 2018, além de sua candidatura ter um consenso positivo entre os parlamentares, mas afirma que ainda “não descartam outras possibilidades”.

Embora o partido conte com três governadores, quatro senadores, 33 deputados federais e 75 deputados estaduais, o PSB não cogita lançar um nome com mais tempo de casa. A alternativa à Joaquim Barbosa também vem de fora. O recém-filiado Aldo Rebelo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, pode ser o candidato caso Barbosa rejeite o convite.

Após 40 anos no PCdoB, partido da base dos governos Lula e Dilma, Rebelo disse adeus à legenda devido a “desgastes e diferenças de opinião”. Além disso, um convite feito em 2016 para que fosse candidato à Presidência pelo PCdoB contribuiu para a desfiliação. Segundo ele, a possibilidade se tratava de um “projeto sem muita consistência devido aos antecedentes de uma convivência intensa com o PT”.

A agenda defendida por Aldo se diferencia daquilo que chama de “interesses da esquerda”. Ele elege os assuntos que dizem respeito às “questões democráticas e ao interesse nacional” como mais importantes. “A agenda da esquerda, não apenas a do PCdoB especificamente, foi abraçando o politicamente correto, o multiculturalismo, o identitarismo, e estas frentes passaram a ser mais importantes do que a transformação social. A questão racial e de gênero passaram a ser centrais. Elas são importantes, mas na minha opinião a questão nacional é mais decisiva”, justifica.

Rebelo não descarta ser candidato pelo PSB como o fez quando ainda integrava seu antigo partido. De acordo com ele, é necessário que haja uma avaliação partidária em detrimento de qualquer projeto pessoal, mas afirma que o assunto ainda não foi discutido. “Isso não está posto, mas também não está descartado."

Para Renato Casagrande, Aldo Rebelo representa “um bom nome”. Questionado pela reportagem se esta é uma possibilidade tratada entre as lideranças do partido, ele nega. “Ele nunca tratou deste assunto com a gente, mas se ele tiver interesse é bom que ele trate para podermos avaliar concretamente”.

O que pode definir o rumo do partido nas eleições 2018 são as prefeituras. Os 414 prefeitos eleitos em 2016 podem funcionar como cabos eleitorais para o PSB. Caso o partido não lance candidato, pode haver um cabo de guerra no interior da legenda. Há quadros do PSB que sugerem uma aliança com o PT. Outros com o PSDB, adversário histórico dos petistas.

A aliança com o PT retomaria o projeto original de Eduardo Campos, quando o partido era da base do governo Lula. Segundo fontes internas, caso seja oferecida o apoio petista para a reeleição dos governadores Rodrigo Rollemberg (DF), Paulo Câmara (PE) e Ricardo Coutinho (PR), o PSB apoiaria a candidatura petista, o que poderia gerar mais força para a reeleição de sua bancada no Congresso.

Este projeto é endossado principalmente por lideranças do Nordeste, histórico reduto petista e onde o partido possui maior representatividade, com 212 prefeitos, o que corresponde a 51,2% de suas prefeituras.

A aliança com o PSDB pode ocorrer casos os tucanos apoiem a candidatura do vice-governador pessebista Márcio França ao governo de São Paulo, que assumirá o comando do estado assim que Geraldo Alckmin renunciar para se tornar candidato à Presidência.

Tal situação poderia auxiliar ainda a reeleição de Rodrigo Rollemberg, também visto pelos colegas de partido como parte da ala conservadora.

Ainda um terceiro quadro vê um candidato próprio à presidência da República como a alternativa ideal. Por outro lado, a escolha pode prejudicar o projeto de manter uma bancada forte Câmara sem o apoio petista e peessedebista, visto que o PSB segue um ritmo rápido de desidratação devido à migração de parlamentares para a bancada do DEM, base aliada do presidente Michel Temer (PMDB).

A líder destituída do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), e os deputados Fábio Garcia (MT), Danilo Forte (CE) e Adilton Sachetti (MT) anunciaram a desfiliação em meados de outubro deste ano. A segunda onda migratória promete ser marcada por José Reinaldo (MA), Heráclito Fortes (PI) e Marinaldo Rosendo (PE), que ainda integram a bancada do PSB.

Para o senador João Capiberibe (AP), a saída destes nomes significa que o partido está voltando para suas origens de centro-esquerda. “Quem está saindo nunca teve identificação com os princípios que nos movem”.
Ao deixar a base aliada no primeiro governo de Dilma Rousseff para lançar Eduardo Campos como candidato à presidência, o senador explica que houve a necessidade de se fazer alianças com “uma enxurrada de políticos conservadores" não necessariamente identificados com as teses do partido para produzir “palanque” em alguns estados.

Mesmo após derrotados no primeiro turno das eleições presidenciais de 2014, o partido seguiu com o avanço conservador e declarou apoio a Aecio Neves (PSDB) no segundo turno, o que gerou críticas no campo progressista, mas não surpreendeu setores da direita.

Após a morte de Campos, que liderava os conservadores e tinha um papel “aglutinador”, Capiberibe considera que não havia nenhuma liderança que pudesse cumprir tal função. A falta de uma referência resultou em uma legenda dividida.

“A morte de Eduardo Campos deixou um vazio no partido, uma ausência de liderança, pois só ele seria capaz de conciliar essas forças tão contraditórias que ingressaram no partido.”

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